Ano de escolaridade:
9.º ano
Disciplina/área curricular:
Português
 
Domínio/Tema:

Educação Literária

Prova/Ano escolar:
Prova Final de Ciclo de Português (91) - 2019
Palavras chave:
texto dramático; didascália; fala; tom; personagem; relações intratextuais; ponto de vista
 

Apresentação do Item (Clique aqui para aceder à prova em PDF):

Grupo III

 

 

Características do Item
Tipologia:
Item de construção
Formato:
Resposta restrita
Tipo de suportes:
Excertos de texto dramático
Nível de complexidade cognitiva:
Nível 3 (superior) – relacionar; extrapolar
 
Dados estatísticos
        Percentagem de acerto:
42%
        Grau de dificuldade:
 
Médio
 
Objetivos do item: o que se pretende avaliar e sua relação com as AE e o PA

Pretendia-se que o aluno relacionasse segmentos textuais por forma a extrapolar a alteração do tom de uma personagem, referida numa indicação cénica, mobilizando a escrita para expor o seu pensamento crítico, por forma a operacionalizar descritores das AE do 7.º ano («Reconhecer, na organização do texto dramático, […] cena, fala e indicações cénicas»), do 8.º ano («Elaborar […] resposta a questões de leitura»), e do 9.º ano («Ler e interpretar obras literárias portuguesas de diferentes autores e géneros», «Relacionar os elementos constitutivos do género literário com a construção do sentido da obra em estudo», «Elaborar textos de natureza argumentativa»);  e descritores associados à área de competências «Linguagens e textos» e «Pensamento crítico e pensamento criativo», do PASEO.

 
Critérios de classificação (Clique aqui para aceder aos critérios de classificação em PDF):

Os critérios de classificação apresentam-se por níveis de desempenho, em que cada nível descreve o grau de qualidade do desempenho do aluno por referência à melhor resposta esperada. A cada nível de desempenho corresponde uma dada pontuação.

 
Exemplos de didáticas e situações de aprendizagem a que os alunos poderiam ser sujeitos para responder corretamente ao item:

Exploração de textos progressivamente mais complexos e promoção de abordagens que vão além da superfície textual, permitindo desenvolver capacidades de estabelecer relações, de proceder a inferências complexas ou de intervir criticamente face aos textos.

Implementação de atividades que visem um posicionamento crítico quanto à linguagem, aos recursos mobilizados e aos sentidos dos textos, por forma a que os alunos construam ativamente sentidos, respondendo, por escrito, a perguntas sobre os textos, a fim de desenvolverem a capacidade para estruturarem e exporem o seu pensamento crítico.

Exemplo de sequência didática:

  • Seleção de um texto dramático adequado ao nível de ensino em questão e com uma extensão apropriada ao tempo de realização da atividade, no qual seja possível reconhecer diferentes falas de personagens e indicações cénicas respeitantes a algumas dessas falas.
  • Construção de uma atividade com as etapas seguintes:

1.ª etapa – Apresentação do suporte textual aos alunos para, numa primeira leitura, procederem à identificação do seu assunto, seguindo-se um momento de discussão das propostas avançadas.

2.ª etapa – Solicitação de uma segunda leitura do suporte para identificação das indicações cénicas e explicitação da sua pertinência para a construção do sentido do texto, seguindo-se novamente um momento de discussão das propostas avançadas.

3.ª etapa – Leitura dramatizada das falas das personagens em consonância com as respetivas indicações cénicas.

4.ª etapa – Redação, por cada um dos alunos, de uma fala ou de parte de uma fala assim como da respetiva indicação cénica, para acrescentar ao texto original.

5.ª etapa – Troca desses segmentos textuais entre os alunos, para que uns façam a leitura dramatizada das falas escritas por outros, em conformidade com as indicações cénicas que as acompanham, seguindo-se momentos para apreciação das diferentes leituras.


* Complexidade não é sinónimo de Dificuldade.
A complexidade tem a ver com o processo cognitivo que é requerido para a realização da tarefa ou do item de avaliação. É definida antes e durante o processo de construção da tarefa ou do item.
A dificuldade pode e deve ser estimada, mas só é possível determinar com exatidão depois da aplicação do instrumento/tarefa, através dos resultados obtidos.